captura-de-ecra%cc%83-2016-12-31-as-14-04-24Neste primeiro dia do ano, o Papa Francisco pede a todos, cristãos e não cristãos, que se comprometam a adotar, através da oração e da ação, a não-violência ativa como estilo de vida. Na sua mensagem para o 50º dia Mundial da Paz, o Papa Francisco reforça que a Paz é a única e verdadeira linha do progresso humano, num mundo que se encontra dilacerado pela violência. Nesta mensagem, o Papa Francisco relembra que o próprio Jesus viveu em tempos de violência e ensinou-nos que «o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano». Se estamos disponíveis para tornar a não-violência como estilo de vida e se a origem de onde brota a violência é o coração humano, então a principal frente onde nos devemos empenhar é na família. É na família onde se aprende a «comunicar e a cuidar uns dos outros; onde os atritos ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão…». Daqui irradia para o mundo e para a sociedade. O Papa Francisco cita Santa Teresa de Calcutá, para sublinhar que a não-violência é diferente de rendição, negligência e passividade. «Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: “Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (…). E poderemos superar todo o mal que há no mundo”». Nas nossas famílias, façamos a nossa parte, para que «todos possam ser artesãos de paz».

Susana Vieira Paróquia de Gaula

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