O Papa Francisco recordou na sua mensagem pascal as vítimas das “escravidões”, da violência e das migrações forçadas, deixando uma mensagem de esperança a todos os que são “oprimidos” pelo mal. “Cuida de quantos são vítimas de escravidões antigas e novas: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração e discriminação, dependências graves. Cuida das crianças e adolescentes que se vêem privados da sua vida despreocupada para serem explorados; e de quem tem o coração ferido pela violência que sofre dentro das paredes da própria casa”, acrescentou, numa alusão às vítimas de violência doméstica. Na sua intervenção, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, o Papa pediu “respeito e ternura” para quem vive nos “labirintos da solidão e da marginalização”, antes de lembrar os migrantes e refugiados. “O Pastor ressuscitado faz-se companheiro de viagem das pessoas que são forçadas a deixar a sua terra por causa de conflitos armados, ataques terroristas, carestias, regimes opressores. Na sua mensagem começou por repetir o “anúncio maravilhoso” da ressurreição de Jesus, que abriu a “passagem para a vida eterna”. “Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagueamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus, o nosso Pastor, veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-se até à humilhação da cruz”, sustentou. Já após a bênção, Francisco deixou votos de Boa Páscoa. “Que o anúncio pascal de Cristo Ressuscitado possa reavivar as esperanças das vossas famílias e das vossas comunidades, em particular das novas gerações, que são o futuro da Igreja e da humanidade”, desejou. “Que possais sentir em cada dia a presença do Senhor Ressuscitado e partilhar com os outros a alegria e a esperança que Ele nos dá. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Boa Festa e até à próxima!”, concluiu.

In agência Ecclesia
Retirado da semente nº22

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